sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Melancolia casual
Existe algo de muito peculiar, beirando o inexplicável acontecendo comigo neste momento. Não sei de nada, não sei o que esperar dessa coisa toda. Quero olhar para trás e ver como tudo era perfeitamente lógico e eu não conseguia e nem podia ver. Não sei o que estou sentindo. As situações, as pessoas, estão mexendo comigo bem mais do que gostaria. A previsibilidade é entediante. A imprevisibilidade é perigosa. E a vida. A vida é mais do que nunca agora. Porque, no final das contas, só é mesmo feliz, aquele que consegue não por o que os outros pensam por cima de suas próprias opiniões.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Sabe o "para sempre"?
Eu estou começando a achar que nada é mesmo "para sempre". Por mais que seja lindo de se dizer o contrário. A verdade é que poucas coisas alcançam a eternidade. Amizades, não, sinto muito te decepcionar, nem elas, pois é, nem elas. A vida é um ciclo de coisas, de pessoas, prazeres, vontades, que raramente voltam ao ponto inicial. A vida é a metamorfose constante do ser humano. O passado sempre errado, e futuro, carregando a esperança de sarar nossas mágoas. Mágoa, dor de alma, "BFF" da solidão contínua. Quase me esqueci, meu espelho é pra sempre. Não minha imagem refletida, também não sou, mas o que transmito, a energia que transbordo, minhas atitudes, estas sim, ficam pra sempre.
sábado, 27 de novembro de 2010
Sabe o que é mais estranho?
Minha alma tem sede de novas histórias, e quando algo começa a se tornar repetitivo, ou quando nada acontece, é como se uma espécie de tédio me sufocasse. Eu não quero uma vida perfeita, mas preciso de movimento, onde as coisas aconteçam. E para que o tédio seja quebrado, muitas vezes me pego como autora de minhas próprias histórias, quando aqui, sou tudo que apenas sou, a princesa, com seus príncipes e castelos de areia que não cansam de desabar. E eu sou como as ondas, "nalu", sendo capaz, de mesmo sozinha fazer desmoronar os frágeis castelinhos construídos com meus breves "pra sempres" que ainda me surpreendem e eu não sei porque. Eu sou como as ondas, porque também tenho meus dias de agitação, e de inquietude, uma vez que em outros dias, sou mansa, apenas deixando que os ventos me levem. Eu sou como as ondas porque também quero o meu espaço e luto por ele a cada dia.
Mas sabe o que é mais estranho? Ser três personagens de uma mesma história. Eu sou a princesa, as ondas, e o próprio castelo de areia, que cada vez mais me constitui, a ponto de querer ser maior que eu. O castelo são os sonhos, e nele, a princesa deposita todas as suas expectativas, que às vezes são tão irracionais e inconsistentes que vêm abaixo na primeira onda de incerteza de minha mente.
Independentemente da identidade das personagens que a definem, a minha vida será sempre a construção incessante de castelos, a paciência interminável da princesa e a beleza infinita das ondas.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Serenidade
Eu só quero essa calma, eu só preciso dessa paz. Pensar em tudo aquilo que me faz mal e expulsar de mim, todo tipo de energia negativa e pesada que possa rondar o meu ser. A minha alma precisa de serenidade. O meu momento é agora, e o meu desejo é não olhar para trás. O bem está aqui, você deve saber, eu o carrego comigo. Eu não preciso de nada que eu possa tocar, tudo isso é descartável e finito. Eu preciso e prezo tudo que apenas se sente, que não se mede, que não se vê, é o que realmente importa. Para mim e para você. Por que esse tipo de coisa, não se tem, se divide, se compartilha. Se o que você tiver para me oferecer não for algo que compete a esses aspectos, você ainda não entendeu o porquê de estar aqui, e não merece estar na minha biografia.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Deuses do Amor
Eu conheci a eternidade de perto. Oitocentos dias ou quase isso. O um esperava o outro, o outro esperava o um. Apenas me dói lembrar que em cada segundo de todo esse tempo, eu apenas ansiei pelo final feliz. Mas não, está tudo bem. Há oitocentos dias, tudo isso no peito, sem ao menos saber como lidar com sentimentos mais fortes do que eu. Sentimentos estes que permitiram que eu construísse o castelo mais lindo de todos. E durante todo este tempo, ele se manteve de pé, não houve terremoto nem ondas que o destruíssem, esperei, sabia que você estava vindo, quando de repente surge um alguém, que apenas me cumprimentou e seguiu, tudo bem. Conheci um marinheiro bastante convincente, que me levou com ele, viajamos e toda aquela beleza do mar e tudo me pareceu lindo longe do meu castelo, porém algo me trouxe de volta a terra firme, o marinheiro havia partido, para sempre eu espero. Retornei ao meu castelo, e eu ainda sentia a falta de pessoas verdadeiras, com sentimentos verdadeiros. Avistei um adorável e conquistador bailarino, perfeito demais, e mais uma vez retornava com apenas uma coisa na cabeça, a imagem daquele seu olhar que desejava ter só para mim. Sorrio ao lembrar quando percebi que realmente você caminhava em minha direção. Não importa o quão o caminho seja longo e repleto de pedras, mas que neste caminho, "os deuses do amor estejam a te proteger", e eu sei que o que importa mesmo é que já posso enxergar você, meu espetáculo particular, você, foi sempre você, foi sempre assim.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Pois eu te desafio, Sr. Destino.
Sua presença constante em meus pensamentos tem sido causa da inspiração que compõem estas palavras, esqueça, me ofereça apenas seu amor eterno e estarei satisfeita. Agonia, minha aflição, alguém lançou algo que vem para mim numa estranha velocidade, é o seu coração. Já sei, desta vez não posso deixar que ele escape, como das outras 365 vezes, a chance de agarrá-lo e tê-lo em minhas mãos está comigo agora, sem deixar que escorregue, apenas acho que o lançaram de muito longe, ainda espero ansiosamente ter o seu coração aqui, perto do meu, espero impacientemente, e não sei o que acontece, mas há um longo caminho entre esses dois corações, que merecem a companhia um do outro. Creio que nessa confusão toda de casos e acasos, o único vilão seja o destino, tão perverso este, que proíbe o nosso amor. Pois eu o desafio, e vou provar a ele que somos e podemos ser mais fortes, até mesmo sem a sua sorte.
domingo, 15 de agosto de 2010
É isso mesmo?
Por onde começar já não se sabe mais, apenas se sabe o fim, e eu fico pensando se vale a pena, um alguém rodar feito uma tonta e não se sabe o porquê, mas ela já sabe muito bem aonde quer parar. Está bem, não faz o menor sentido, mas para ela também não faz, ela apenas sente, não há indecisão, não há dúvidas. Ela sabe o seu caminho, mas qual é a estrada mesmo que deve pegar?
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