Pra ser sincera, é o diferente que ainda me fascina, o único capaz de me tirar do tédio infinito de ser eu.
sábado, 5 de novembro de 2011
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
O sistema é mau
Se pudesse destacar uma frase para a última semana que passou destacaria Caio Fernando Abreu citando como às vezes é mais eficaz mudar o livro ao invés de simplesmente virar a página. Estamos fazendo tudo do jeito errado, óbvio. Comecei a pensar quantas milhões de vezes me enganei quanto a isso, quanta coisa já não vale mais nada, já não tem solução e que continuamos a insistir, como se ainda pudéssemos salvá-las. Como se pudéssemos. Como se ainda houvesse tempo. Há muitas coisas que precisam ser mudadas, há muito o que fazer numa eternidade (não) tão longa assim. E quem me garante que não é tudo novamente em vão? Somos uma "legião de urbanos" se destruindo pelo mesmo pedaço do bolo. E mais uma vez eu só peço coragem porque tenho uma estrada cheia de buracos e cacos de vidro para percorrer, o que me lembra que caso me machuque não sei como serei curada, não sei ao menos se sei ler as placas em meu caminho e desvendar tantos mistérios. Dane-se. Ninguém se importa. Ninguém muda isso. Vamos assistir a um jogo de futebol em um caro estádio e ficar felizes. Foi o meu pai quem pagou.
domingo, 14 de agosto de 2011
Meus mil finais felizes
Eu não escrevo mais, não me sinto á vontade como antes. Sei que não existem momentos para escrever, mas bom, se existissem, este não o seria. Eu não escrevi por tanto tempo porque realmente nada aconteceu. Minha mente permaneceu agitada como sempre, mas o mundo parou (por mais que não pare!). Talvez o tédio faça isso. A mesmice, além de enjoativa, é agora também uma desculpa para apoiar-me em fatos passados e presumir que apesar de seus apesares, o "antes" tinha lá suas vantagens. Não queria ter de chegar a tal conclusão, mas escrevo isto sem qualquer paixão, numa tentativa desesperada de botar para fora e superar duas vezes as mesmas histórias. Desta vez, com meus "mil finais felizes" completamente imaginários e adaptados à minha monótona realidade social e afetiva. Por fim, por mais que passe o tempo, as memórias não passam, estarão sempre ali, a me lembrar que sou humana.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
8760 horas
É difícil escolher certos e errados. Ontem eu senti falta de um alguém. Eu pensei ser a única certa, achei que para sempre poderia manter minha marra de racional. Não foi bem assim. Eu aguentei bastante, talvez o suficiente para suportar nos primeiros momentos. Achei que iríamos rir juntos e falar mal das pessoas que nos confundiram. Ou achei que iria te encarar como uma página virada para sempre, mas como já descobri, o "para sempre" não existe. Esse pode ser só mais um lapso, pode ser real, ou "apenas uma tentativa desesperada de sair desse abismo", como uma vez sabiamente diagnosticaram. Essa queda de memória, a certeza de que só o que foi bom ficou me faz sonhar coisas estranhas, que só mostram que durante todo esse tempo, alguém se importou comigo sim, mas eu não percebi. Achei que seria fácil encontrar sua cópia melhorada na esquina. Ruim, péssimo. Não foi. Preferia esquecer tudo. Por que não? Achei tudo errado, joguei tudo para o alto. Agora tenho que aceitar viver encanada. A pensar como poderia ter feito tudo diferente.
Só espero ter esquecido essa recaída imbecil pela manhã.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Saída
O presente simplesmente não existe. Eu pisco e o "agora" se transforma em passado. Ora, só nos resta o futuro.
Sentidos
Às vezes sinto falta de controlar minha própria mente. Chego a um ponto crítico, onde real e imaginário se confundem, não posso me permitir ao medo, torço para que tudo seja mera fantasia.
domingo, 3 de abril de 2011
Você passa, eu paro
Lidar com desenganos é algo infinitamente mais complexo do que a mente humana pode supor. Não é uma questão de perder o chão. É uma questão de procurar um. Estou farta de tapetes atraentes, porque apesar de realmente atraentes, sei que sempre estarei em queda livre após tentar o primeiro passo, são todos falsos, não há nada por baixo. E então eu caio, e continuo caindo, como se nunca fosse parar.
Eu sou uma contradição. Eu não preciso que isso faça sentido, porque eu sei que não faz. Você foge da minha mão toda vez. Não quero mais saber. Você era mais um tapete, tão falso quanto as minhas esperanças ao seu lado. Pode ser que tudo seja mesmo uma questão de saber o que é mais importante para mim. Mas eu não sei o que me importa agora. Tenho uma eternidade para descobrir.
De qualquer forma, o cansaço de tentar faz de mim só mais uma incorrigível. Só quero uma saída de emergência, só quero chegar logo ao final.
Eu sou uma contradição. Eu não preciso que isso faça sentido, porque eu sei que não faz. Você foge da minha mão toda vez. Não quero mais saber. Você era mais um tapete, tão falso quanto as minhas esperanças ao seu lado. Pode ser que tudo seja mesmo uma questão de saber o que é mais importante para mim. Mas eu não sei o que me importa agora. Tenho uma eternidade para descobrir.
De qualquer forma, o cansaço de tentar faz de mim só mais uma incorrigível. Só quero uma saída de emergência, só quero chegar logo ao final.
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